Wednesday, July 19, 2006

G8 summit - does it matter?

Daily Show: G8 Summit


sorry to just post comic videos for this
tragic time.

With these heat I can hardly write

Friday, July 14, 2006

George Bush stars in "No Child Left Behind"

President George W. Bush provides an example for the
No Child Left Behind act, a moderately humorous look. Okay? it is an outright slam of the entire system, but I digress. Watch this video on the sad state of public education and feel your I.Q drop ten points.

Deconstructing George Bush

Let's take a look at some of the, uh, less than honest things George W. Bush said during his press conference about spying on Americans.

George Bush singing "Sunday Bloody Sunday"

Thanks to http://onegoodmove.org and Rx @ http://thepartyparty.com/

Greets to arstechnica!

Blair + Bush At The Gay Bar

A mixed music video for "At The Gay Bar" by Electric Six.

World going mad

NukeCompilation

world going mad and it is happenning!

Bush has ontologogical doubts

The Daily Show - Northa Korea

Bush gets honors in consistency
Tookie Williams Execution - Rough Cut

compassionate america

L'ODEUR DE LA PAPAYE VERTE

Gourmand et sensuel, un film baign? par la lumi?re verte du Vietnam. Pour Tran Anh Hung, l'odeur de la papaye est celle du pays de son enfance, et du monde secret des femmes.

Cam?ra d'Or, Cannes 1993
Meilleure premi?re oeuvre, C?sar 1994

Louez ce film sur www.artevod.com

L'ODEUR DE LA PAPAYE VERTE

Gourmand et sensuel, un film baign? par la lumi?re verte du Vietnam. Pour Tran Anh Hung, l'odeur de la papaye est celle du pays de son enfance, et du monde secret des femmes.

Cam?ra d'Or, Cannes 1993
Meilleure premi?re oeuvre, C?sar 1994

Louez ce film sur www.artevod.com

Thursday, July 13, 2006

Sunday, January 08, 2006

Há domingos difíceis

Os domingos não são fáceis
2006-01-08

Depois de uma noite não muito fácil, levanto-me e pego no jornal.

Na primeira página anuncia-se uma Pública com ideias quentes mas o Destaque desta edição provoca-me arrepios: Saúde Mental – A reforma em marcha

Título de caixa: Governo pode fechar dois hospitais psiquiátricos.

Lisboeta, vem-me à cabeça o Júlio de Matos (que conheço) e o Miguel Bombarda. Será?

Em letras muito pequenas, como legenda a uma fotografia que me faz lembrar os filmes do Pedro Costa, diz-que o Público “ visitou hospitais psiquiátricos, falou com responsáveis políticos e médicos e verificou que os portugueses estão entre os europeus mais vulneráveis às doenças mentais.”

O Público verificou que somos os mais vulneráveis? Verificou, como? Vendo? Falando? Lendo estatísticas?

Que pena que o Público se esqueça dos internados nesses hospitais. Terá falado com pessoas como aquela mulher que aparece na fotografia? Duvido. Como não há nomes a acompanhar o que vem na primeira página, o Público, que fez estas coisas que anuncia, não tem talvez pessoas para falar com eles.

Volto a página. Cá está:

Pelo menos dois hospitais psiquiátricos podiam fechar já

Quem o diz é a secretária de Estado Carmen Pignatelli.
De novo, na minha cabeça, os internados do Júlio de Matos. Onde os vão meter?

Os meus olhos são atraídos para uma notícia ao lado, mais pequena

Internados num hotel em vez de num hospital?

Lembranças de New York, rua 101 com a Amesterdam Av, onde havia um ‘hotel’ habitado por doentes mentais, levam-me a fazer a ligação. Mas não é aqui o caso. As dua notícias não têm a ver uma com a outro. Estão só lado a lado. No entnanto, doenças mentais parececem andar na ordem do dia pela Europa.

A ida para o hotel é referida numa notícia, retirada do Guardian, onde se fala de um relatório do Sainsbury’s Center for Mental Health. A crer no que é dito no início, deve ser um relatório muito interessante:

“As pessoas que sofrem de problemas de saúde mental poderiam ter direito a uma
curta estada num hotel em vez de serem internadas num hospital”

Coisa extraordinária. Fico confusa. Deve ser por ser domingo. Tenho que ver se encontro o relatório na Net.

Volto à notícia principal. Fico a saber que há seis hospitais psiquiátricos em Portugal. Para um país tão vulnerável, não me parece muito. Mas é. Estes hospitais não têm “outras valências”. Os doentes estão melhor em Serviços psiquiátricos dos hospitais gerais, diz-se. Não me parece óbvio. A minha experiência do Hospital Júlio de Matos e aquilo que o Prado Coelho anda a contar sobre a sua no Hospital Santa Maria leva-me a imaginar cenas de pesadelo ou de terror, pelos corredores de Santa Maria.
Mas os peritos dizem que é melhor, a senhora Secretária de Estado diz que é melhor, o Lá Fora diz que é melhor e, portanto, é melhor. Quem sou eu?
A Senhora Secretária de Estado fala em depressões, a tal doença que a Evidência diz que vai ser a epidemia dos século XXI. (E eu a pensar que seria a pandemia da gripe aviária...). Afirma que esta doença não é tratada em hospitais psiquiátricos. Mas porque fala ela em depressões quando as estatísticas apresentadas para causas de internamento psiquiátrico não a referem? Retirem-se as consultas para os depressivos. De qualquer maneira, porque vão estes a consultas? Podem fazer um check-in num hotel.
Para esses outros é fundamental a “criação da rede de cuidados continuados” que integra um conjunto de unidades de saúde e instituições do sector privado, social religioso e publico que articularão respostas a dar a idosos e pessoas dependentes, como é o caso de alguns doentes mentais”. Ou então ficam em casa onde lhes será prestada assistência. Os esquizofrénicos? Os psicóticos? Suicidas, retardados/atrasados, violentos, prostados, sedados?

A poupança não é a preocupação da Reforma, tem o cuidado de dizer a Senhora Secretária de Estado. É preciso uma “melhor distribuição de recursos, que são escassos.” RECURSOS. Coisas, pessoas de recurso?

E, finalmente,

O que é que os nossos doentes psiquiátricos têm de especial para que não façamos
reformas que se fizeram noutros países há 20 anos?


Nada, minha Senhora. Os nossos doentes psiquiátricos não têm nada de especial. Aqui, como noutras partes, não são tidos nem achados na sua catalogação, no seu tratamento, nos ditos recursos ... enfim, para aquilo que podem (ou gostariam de) ter/ser.

Os senhores políticos, a Senhora Secretária de Estado já ouviram algum? Isto, mesmo se aceitarmos que os médicos falam com eles e os ouvem.

Já nem passo para outra página do jornal. Já me chega por agora.
É domingo e há domingos que não são mesmo nada fáceis.

Este é o meu primeiro post deste ano de 2006. Suponho que devia ter dito: Bom ano.

Mas para estes domingos não há anos.

Sunday, December 11, 2005

Saturday, December 10, 2005

Performativos

O Público de ontem - 9 de Dezembro 2005 - tem alguns títulos interessantes que vale a pena serem analisados como performativos. Performativos são termos ou frases que não descrevem; são actos de fala que criam uma situação, geralmente, com consequências importantes.


O 1º Título tem a ver, claro, com a afirmação de Condi Rice em Bruxelas


EUA não torturam


e BUM! não houve torturas. Esqueçam as fotos, os testemunhos, a proposta de McCain, o Lobby de Cheney, etc, etc. Condi disse, o que o Patrão já dissera e criaram essa situação -- não se sabe onde. Com tal situação os europeus só podiam ficar SATISFEITOS.

O 2º título tem a ver com o Cavaco:


Cavaco Silva diz que Portugal pode ser a "nova Califórnia da Europa"


Esta afirmação não faz aparecer a Califórnia nesta terra. Com esta frase está a criar-se como Arnie, o Exterminator português. Assim se prepara para ir para Presidente. Saberá que o Arnie está já de saída?

O 3º Título refere a esperada pandemia. Não temos tempo para estar à espera. É preciso ir à vida. Por isso, o director do programa de gripe da Organização Mundial de Saúde não tem dúvidas:

"O vírus vai tornar-se global em três a cinco meses."

Há um novo possível vírus pandémico da gripe e não há tempo para fechar os olhos.


Há virus, não há virus? Apareceu! Apareceu e espalhou-se. É global.
Não, esperem. Afinal é um vírus animal.

Está decidido: o virus é um animal global.

Não fechem os olhos senão não o vão ver. Mas que ele o há, há...
E serão muitos os escolhidos. Só em galinhas já foram 13 milhões.

Em galinhas? Sim, em galinhas mas fora do espaço da UE. Comam-nas à vontade. Não vale a pena preocuparem-se com o TAMIFLU.

Mas, então, o virus, animal global?

Confusos? Leiam a entrevista!!!

Tuesday, November 15, 2005

Perolas do Publico

Pérolas do Público

O jornal do José Manuel Fernandes, jornal de referência nacional, não para de nos surpreender pela profundidade e justeza das suas análises.

No Editorial do Público de hoje, 15 de Novembro, JMF depois de referir 3 casos do quotidiano de europeus de regiões diferentes e que julgo tomar como representativos dessas mesmas regiões, serve-se do último relatório do Europeu

André Sapir no seu mais recente relatório para os ministros das Finanças da União Europeia sobre o futuro do modelo social europeu

Para mostrar que há

quatro modelos sociais na Europa: o nórdico, o anglo-saxão, o continental e o mediterrânico.

Não sei de que região é o Sr André Sapir mas não me parece ser necessário ir recorrer a um Senhor da Europa (será esta uma região diferente das outras? Uma supra-região? Uma região dotada de homens especiais?) para saber que isto é assim: do Norte para o Sul, as coisas vão sempre a piorar. Talvez os ministros da Finanças não saibam....

JMF promete-nos que vai voltar a estes modelos mas para já deixa-nos com um aviso: O nosso modelo,

o mediterrânico (o nosso e de Roma...), nem é equitativo, nem eficiente. Um e outro são insustentáveis.Daí que tenhamos de mudar de vida (e de modelo, com tudo o que isso implica) ou de mudar de país (imigrando, como sempre fizemos, só que agora as portas abrem-se sobretudo para os melhores de nós, o que é ainda mais trágico para os que cá vão ficando). Se acreditarmos que ainda existimos como nação, o melhor seria mudar de vida

Ou somos bons e nos mudamos para os países do Norte (onde, com algum esforço, podemos incluir o Reino Unido, para podermos usar uma das histórias: a história de uma portuguesa (dos melhores) que se doutorou em Londre e por lá teve que ficar), ou somos bons e ficamos cá porque a tragédia é mediterrânica (é grega) ou não somos bons e, para castigo, ficamos mortos em terras solarentas.
O modelo a desejar é o que nos é dado pelo casal de Nórdicos:
F. ensina numa universidade da Noruega, país que possui um dos mais elevados rendimentos per capita do mundo. O marido não é licenciado e tem um emprego banal, mas também bem pago. Este ano estiveram de férias num país do Sul e, apesar do seu poder de compra, viajavam com mochilas, utilizaram os transportes públicos mas não deixaram de visitar museus ou de percorrer a pé montes e vales que os portugueses mal conhecem.  

Só não percebo porque cá vêm ao Sul. Amor à Antropologia ou à Arqueologia? Não vêm é ver pessoas porque não as reconhecem. O Sampaio terá razão quanto à nossa vocação turística cultural e histórica? E quem terá feito museus, como os de Roma? Ineficazes...E o que interessam os museus aos Ministros das Finanças senão puderem servir a Economia?

O David Justino sociólogo

Na Pública de Sábado, 13 de Novembro, o da procissão em Lisboa, transmitida em directo pela TV, vem uma entrevista com David Justino, sociólogo, para falar dos subúrbio. Tudo por causa da França, já se vê
Ficamos a saber que,

Existem muitas mais diferenças do que semelhanças entre os subúrbios de Paris e os bairros de realojamento em torno de Lisboa, diz o sociólogo David Justino, que contudo não descarta o que chama de efeito de contágio. O ex-ministro da Educação está convicto que as instâncias de mediação, os conselhos para as minorias éticas, levam sobretudo a que se institua a descriminação.

E também que, embora nos devamos preocupar, a realidade francesa e portuguesa é muito diferente. Diz David Justino,

São realidades muito diferentes. A maior parte dos novos bairros que foram construídos ao abrigo do Programa Especial de Realojamento (PER), de 1993 para cá, têm características completamente diferentes na sua configuração, na sua dimensão e até nas características arquitectónicas. Tirando um caso ou outro na cidade de Lisboa, como Chelas, não existem em Portugal aquelas grandes concentrações. Depois há, sobretudo, a diferença nas pessoas. A origem dos fluxos migratórios para Portugal, a sua composição, são muito diferentes daquilo que se verificou em França. Nos bairros sociais em Portugal não existe um peso significativo de população de religião muçulmana. Uma parte da população realojada é católica, fala português e portanto não tem processos de aculturação muito difíceis. Embora exista, como é natural, uma identificação étnica.

Já suspeitávamos que a violência está no sangue – nos genes ? – dos mulçumanos. Nos católicos não. Mas não sabíamos que jovens nascidos em França não falam francês!!! Por isso não se entendem, nem David Justino sabe o que diz, porque não sabe o que dizem.
Fica ainda por desvendar esse mistério que é a identificação étnica...

Friday, October 14, 2005

Nada como uma conversa franca


Presidente Bush, usando as maravilhas da tecnologia, pode falar com soldados em Tikrit. A televisão fez uma reportagem da teleconferência entre Bush e alguns militares - um deles Iraquiano. Bush quis saber o que se passava no terreno e os militares responderam apropriadamente.

Acontece que tudo foi encenado, de um lado e do outro. A todos foram dadas as 'linhas', ao militares foi dito o que fazer. Como só houve tempo para um ensaio, houve alguns enganos na leitura do guião, mas nada que não pudesse acontecer na realidade. O guião era bastante fraco mas era o suficiente para o público - os americanos, supõe-se. Todos estavam muito optimistas em vésperas e deram os parabéns uns aos outros.

Alguém teve a ideia de filmar os ensaios e as filmagens - digno de um DVD. O script está no site do Departamento da defesa.
Podem ler a história nas "ABC News: Bush Teleconference With Soldiers Staged"


( Na foto não está o Bush mas a encenadora Allison Barber, do Departamento da defesa)

Thursday, October 06, 2005

A gripe das aves e a tropa

A gripe das aves e os militares

Como já foi o caso do SARS, da gripe de Hong Kong, a ‘gripe das aves’, a H5N1,  e uma possível – há quem diga provável- pandemía que mataria milhões de pessoas. A OMS tem, desde 2003, monitorizado os casos de aves infectadas na Tailândia, Vietnam, Japão, Coreia do Sul,  China, Indonésia, etc. e de pessoas afectadas: 32, segundo os dados da Nature de 2004. Em 2005, esse número subiu para 56.
A existência de aves migratórias infectadas faz temer que a doença nas aves se estenda rapidamente. Até agora, os casos conhecidos de pessoas infectadas têm ocorrido por transmissão de aves para humanos mas já há organizações internacionais que temem uma transmissão possível entre pessoas – é neste contexto que a possibilidade da pandemia existiria.

Até agora, temos notícias de países ricos que adquiriram já milhões de vacinas. No entanto, pouco se sabe sobre os planos de prevenção, distribuição de remédios e contenção da doença.

Pode have, vai haver uma pandemia de ‘gripe das aves’ num futuro mais ou menos próximo. É urgente, urgentíssimo estarmos preparados. No entanto, a informação que temos é extremamente escassa e torna-se difícil mobilizar as pessoas de países onde nunca houve um caso de animais ou pessoas infectadas. (ver Revista Nature, Recombinics.com, fluwikie.com)

É neste quadro -  que sinceramente não sei quanto tem de histeria, ciência e interesses da indústria farmanceutica -  e, numa semana extremamente conturbada para os conservadores americanos, que o Presidente Bush escolheu falar na ‘sua preocupação’ com as consequências de tal epidemia e na solução que tem para esta eventualidade.

Os títulos dizem tudo

Influenza pandemic? Let the military take care of it, says Bush.


Bush Wants Right to Use Military if Bird Flu Hits
(New York Times, 4 de Outubro de 2005)


Depois da militarização de New Orleans, após o furacão Katrina, o Presidente Bush prepara-se para pedir ao Congresso que lhe dê os poderes de Comandante em Chefe para mobilizar a força militar dentro dos Estados Unidos a fim de impôr a quarentena em áreas onde haja ou possa haver aves ou pessoas infectadas.


Durante a conferência de imprensa perguntou:

``If we had an outbreak somewhere in the United States, do we not then quarantine that part of the country? And how do you, then, enforce a quarantine?''

E a resposta foi óbvia:

“...I think the president ought to have all ... assets on the table to be able to deal with something this significant,...''

``One option is the use of a military that's able to plan and move. So that's why I put it on the table. I think it's an important debate for Congress to have.''

Até agora, a Guarda Nacional está sob o comando dos Estados e não do Governo Federal. Por outro lado, desde 1878, que é proíbido às Guardas nacionais fazerem trabalho policial dentro dos Estados Unidos.

O que Bush se propõe é, pois, mudar a lei, para ser não apenas presidente mas Comandante das tropas em território nacional:

``But Congress needs to take a look at circumstances that may need to vest the capacity of the president to move beyond that debate. And one such catastrophe or one such challenge could be an avian flu outbreak,''

Caso o Congresso venha a considerar esta hipótese, ou, pior ainda, a venha a aprovar, as respostas a desastres naturais e outros dentro dos Estados Unidos, passariam a estar sob controlo militar.

Depois do Patriot Act, das patrulhas militares em New Orleans, com recolher obrigatório e tudo o que está implícito num estado de sítio, o controlo militar de zonas do território americano pode acontecer.

Como se chama isto?